No fim do ano passado, como de costume, eu estava preparando um e-mail de natal pra mandar pros amigos e família. Nele eu junto os acontecimentos mais importantes embolo tudo e vai numa forma de dizer a todos o quando são importantes pra mim. Em dezembro, juntando os acontecimentos do ano de 2008 na cabeça, também como de costume, cheguei a conclusão de que eu sou uma reclamona, rabugenta e enjoada.
Ocorre que, mesmo eu me achando tudo de pior, todos os meus amigos me dão aquele afago, dizendo que eu não sou nada daquilo e mais todas aquelas coisas que só amigo sabe dizer pra te colocar pra cima e, com isso, a reflexão acaba ficando pro outro ano. Só que, desta vez algo diferente aconteceu: Uma das minhas primas me respondeu o e-mail lembrando-me de que eu, assim como todos os primos, temos o sangue da vó Léa! A vovó Léa era o ziza engarrafado, com o perdão da má expressão (mas como a vó é minha e, a menos que ela suba os 7 palmos de chão que a cobrem pra zangar comigo, eu não tenho que me preocupar do que chamá-la). A mulher era ranzinza, implicante, daquele jeito "só o que eu quero é o que importa". Primeiro vale lembrar de que eu não sou assim, viu? Deixa eu explicar onde eu quero chegar, primeiro!
Bom, o que a minha prima disse no e-mail foi que a nossa vovó (minha e da minha prima, não sua. E acredite em mim: agradeça aos céus por isso) ranzinza era a fonte do DNA maligno que, misturado ao DNA bom de nossos pais, conseguiu-se uma amenizada básica no nosso grau de ranzinzidade (???). Só que, pouco ou muito, ainda tem alguma coisinha correndo aqui nas minhas veias.
Por tudo que é mais sagrado, eu não quero virar a minha avó!! O negócio é yoga todos os dias, psicólogo pra cuidar do controle emocional e não me permitir me transformar numa pessoa mais difícil de lidar ainda do que eu já sou. Vai ser lasqueira! Não só a minha luta contra meu próprio DNA, mas principalmente a luta do meu DNA em me transformar em alguém mais enjoada ainda do que eu já sou!
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