Eu sou especialista em gestão empresarial. Bom, pensando bem, ainda não sou, uma vez que eu ainda não apresentei a minha monografia... Whatever, o que eu tinha que estudar eu já estudei, então me considerem uma, pelo menos nesse caso. Faz uma forcinha aí, vai!
Voltando... Eu sou especialista em gestão empresarial e adoro comer cozinhar. E ter um restaurante, por mais longe que esteja da minha realidade (sou analista de comércio exterior) é uma coisa que eu adoraria. Nesse fim de semana eu fui a um restaurante "especializado" em massas, na Praia do Canto, Vitória-ES. Olhando de fora, o lugar é lindo, rústico. Olhando de dentro parece um boteco qualquer. A primeira coisa que eu lembrei quando entrei foi de um quadro do Caldeirão do Huck, Negócio Fechado, em que, no seu primeiro programa, o Luciano e um Chef tinham o desafio de mudar tudo que estava errado num restaurante que também era especializado em massas. Me deu uma vontade louca de chamar o dono e acordá-lo pra muitos defeitos que tinham no restaurante dele e que, provavelmente, ele nem estava percebendo.
Primeira coisa que eu vi quando entrei foi o piso de cimento. A idéia era fazer uma coisa rústica, mas ali exagerou. Nada que um piso de ardósia não resolvesse. E não é caro. Po, o cara teve dinheiro pra comprar um terreno numa área nobre, com certeza tinha pra comprar alguns metros quadrados de ardósia também. Aí, tudo bem, velas nas mesas, lindas! Mesas de madeira maciça, adorei! Sentei na mesa e vejo que nelas já tinha um, eu disse UM guardanapo em cada lugar e os talheres diretamente em cima dele. Nenhuma toalha de mesa ou, no caso de um restaurante rústico, um jogo tipo americano (aquele quadradinho de pano, madeira ou plástico pra colocar embaixo do prato) daqueles baratíssimos de madeirinhas ou de tecido, que ficaria perfeito!! Nada. Mesa, guardanapo de papel, talheres e uma velinha acesa no centro. Era só isso que tinha na mesa.
Ah sim, pedimos a comida! Talharim ao molho de tomate. Delícia! Seria, não fosse a massa ser aquela de 2 reais que vende em qualquer mercado e o molho de tomate ser aquele do elefantão verde! Um restaurante super bem localizado no meio da Praia do Canto, bairro nobre de Vitória e o infeliz pedindo pra fechar as portas. Sim, porque não era à toa que o restaurante não estava nem com metade das mesas ocupadas.
A coisa mais fácil do mundo é fazer um molho de tomate com TOMATES (agora quem está falando é a que adora cozinhar) E, tudo bem que o restaurante não faça as suas próprias massas, mas servir aquela massa de macarrão normal (aquela que vem dura e seca no saquinho) é o fim! (esqueci de falar que na cozinha tem um vidro pra ver o Chef (??) cozinhando e eu vi os pacotinhos de macarrão) Comprar massa fresca (aquelas que ficam na área refrigerada do mercado) é o mínimo que ele devia fazer! É bem mais gostosa, não tem comparação! Pra piorar, pedi sal pra colocar na massa e a mulher trouxe um potinho com sal e uma colherinha. Não, no restaurante não tinha SALEIRO!
Resultado: Um restaurante que teria tudo pra ser um sucesso, num lugar cheio de clientes potenciais passando direto pela calçada e indo ao restaurante do lado, por pura falta de empreendedorismo do dono ou, o que é pior, acomodação. O cara tá pagando as contas ou o restaurante é só um hobby e ele deixa as coisas irem de qualquer jeito. Uma pena. Da próxima vez, eu vou pro restaurante do lado.
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